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segunda-feira, 23 de maio de 2022

Anfavea acredita na reação do setor automotivo no primeiro semestre




Essa expectativa se baseia nos resultados do mês de abril, com destaque para a média diária de vendas e as exportações

Marcos Gonzalez*

O setor automotivo fechou o primeiro quadrimestre de 2022 com queda na produção de autoveículos frente ao mesmo período do ano passado: recuo de 13,6%. Nas vendas a queda foi ainda maior, atingindo 21,4%. Mesmo assim a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (ANFAVEA) tem boas expectativas de reação nesse segundo trimestre.

Essa expectativa se baseia nos resultados do mês de abril, com destaque para a média diária de vendas e as exportações, que melhoraram mesmo com os feriados de Páscoa e Tiradentes, que fizeram abril ter dois dias úteis a menos que março.

Os números de exportações acumulam alta de 17,9% sobre o primeiro quadrimestre de 2021, com um total de 153 mil unidades exportadas. Foram 44,8 mil em abril, crescimento de 15,2% sobre março e de 32,3% sobre abril do ano anterior. Trata-se do melhor resultado para o quadrimestre desde 2018.

Apesar de várias paradas de fábrica por conta da falta de semicondutores, a produção de autoveículos em abril foi de 185,4 mil unidades, 0,4% a mais que no mês anterior. Na comparação com abril de 2021, quando a crise global de componentes eletrônicos ainda não era tão alarmante, houve queda de 2,9%.

Nas vendas a média diária de 7.750 unidades em abril, a melhor desde dezembro, contra as 6.991 de março. No total, 147,2 mil unidades foram licenciadas, leve alta de 0,3% sobre março e baixa de 15,9% sobre o mesmo mês de 2021.

A falta de semicondutores, aliada ao caos logístico em função da pandemia Covid-19 e dos efeitos da guerra, são sentidas na indústria. O novo presidente da ANFAVEA, Márcio de Lima Leite, afirmou que os resultados de vendas no Brasil poderiam ser melhores se não fosse a persistente limitação de oferta provocada pela crise dos semicondutores.

A alternativa para contornar os percalços dos efeitos colaterais que esta situação vem causando nos resultados das empresas do segmento, é investir em inteligência tributária, fazendo uso combinado de todos os regimes especiais disponibilizados pelo governo.

Para a Associação a demanda reprimida de clientes particulares e sobretudo de locadoras e os bons números de venda deste início de maio são indicadores que os números tendem a crescer, mesmo com as altas da inflação e dos juros.

*Marcos Gonzalez é o diretor responsável pelo segmento automotivo da Becomex. Formado em Engenharia, com pós-graduação em Administração e MBA em Gestão Fiscal e Tributária, o executivo acumula mais de 35 anos de experiência profissional em empresas do setor automotivo. Gonzalez tem sólida carreira desenvolvida em empresas multinacionais com forte experiência na prospecção e desenvolvimento de novos negócios e habilidade multicultural adquirida no desenvolvimento de atividades comerciais junto a clientes no exterior.

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