domingo, 19 de outubro de 2008

ALPHA AUTOS 35ªEDIÇÃO - ALPHA SERVIÇOS


Perguntas e respostas sobre blindagens


Engenheiro Rogério Garrubbo tira dúvidas a respeito de blindagens

Assessoria de Imprensa Interpress Comunicações

Conversamos com o engenheiro Rogério Garrubbo, diretor da Concept Blindagens, a primeira blindadora nacional a receber o selo cinco estrelas do Cesvi (Centro de Experimentação e Segurança Viária) em razão da qualidade de seus serviços de blindagem. Foram avaliados 115 quesitos, que vão desde o nível de atendimento no showroom até o processo de blindagem na oficina.
Em vez de falar dos diferenciais da blindagem que a empresa oferece, resolvemos realizar uma entrevista com Garrubbo, um apaixonado pelo tema, para tirar todas as dúvidas que seus leitores possam ter a respeito de blindagens:
1) Quero ter um carro blindado. Por onde devo começar?
Se sua idéia é adquirir um automóvel zero-quilômetro para mandar blindar, é preciso escolher a blindadora com muito cuidado. Uma vez com indicações nas mãos, pesquise a documentação específica do estabelecimento – se ele tem certificações no Exército, na Polícia Civil, que materiais são utilizados na blindagem, se eles são testados e aprovados. Apenas com todas as formalidades cumpridas à risca você poderá obter o certificado de registro.2) É melhor blindar um carro novo, um usado ou já adquirir um veículo blindado?A resposta depende da condição econômica. Quem estiver se apertando demais para adquirir um blindado, deve pesquisar no mercado de seminovos, pois há excelentes opções, com relação custo-benefício bastante interessante. Essa situação só é complicada para quem faz questão de andar em um zero-quilômetro. A maior diferença entre a blindagem feita hoje e a de cinco anos atrás está no peso, que ficou 50% menor nos últimos tempos.3) Quanto pesa uma blindagem? É verdade que faz muita diferença no desempenho do carro?Não, principalmente se levado em conta que não se costumam blindar automóveis pouco potentes. De fato, não é recomendável blindar um veículo de potência inferior a 90 cavalos. O menor veículo que se pode blindar hoje no Brasil é uma picape pequena, como a Fiat Strada. 4) No que consiste a blindagem de um veículo?Resumidamente, em proteger o automóvel nas grandes extensões opacas e cuidar para que haja intersecções nesses espaços, com proteção de "overlaps" que garantam que nenhum disparo vá atingir os ocupantes da cabinE.
5) Como identifico uma blindagem bem-feita?Para começar, não deixe para examiná-la ao final do processo. O que não faltam no mercado são casos em que o acabamento é perfeito, mas com blindagem que deixa muito a desejar. Bons acabamentos podem camuflar blindagens ruins. Pode parecer estranho ver seu carro todo desmontado. Mas vai valer a pena e lhe proporcionará maior segurança.6) Um automóvel blindado fica mais ou menos seguro em caso de colisão?Em tese, fica mais seguro. Mas não existem testes para validar essa hipótese. A segurança maior é proporcionada pela preservação das regiões de deformação do veículo (o que uma boa blindagem mantém) e pelo reforço no cockpit.
7) Basta blindar o automóvel para sair tranqüilo às ruas?Não, uma vez que ninguém sabe ao certo que reação terá no caso de uma abordagem. Não faltam histórias (verídicas ou não) de pessoas que acabaram abrindo a porta por se esquecer de que estavam em um blindado. O blindado é feito para você escapar de uma situação. É importante ter um treinamento para saber como agir nesses casos.8) Entenda os documentos obrigatórios das blindadorasPara blindar seu carro, é necessário apresentar RG, CPF, comprovante de residência, CRLV (Certificado de Registro e Licenciamento de Veículo), certidões negativas criminais da Justiça Federal, Estadual e Militar dos últimos cinco anos, e Atestado de Antecedentes Criminais, emi­tido pela Polícia Civil do Estado. Se o carro for de empresa, também será preciso apresentar CNPJ e Certidão de Antecedentes dos distribuidores da Justiça Federal, Estadual e Militar de cada um dos sócios administradores ou gerentes, das Comarcas onde tenham sido domiciliados nos últimos cinco anos.

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