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quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

ALPHA AUTOS 42ªEDIÇÃO - ALPHA ESPORTES


O caminho brasileiro no automobilismo
Jovens pilotos esbarram na falta de estrutura do país

Edmur Hashitani

Bruno Junqueira, Hoover Orsi, Vitor Meira, Juliano Moro, Danilo Dirani, Xandinho Negrão. Certamente você já ouviu falar na maioria destes nomes. O que talvez você não saiba é que todos estes brasileiros foram campeões da Fórmula 3 Sul-americana, atualmente única categoria de monopostos disputada em solo tupiniquim (uma ressalva: apesar de se chamar Sul-americana, a esmagadora maioria do grid é de pilotos brasileiros, bem como as provas são disputadas quase em sua totalidade por aqui).



Outra coincidência, não tão gloriosa, entre eles, é que nenhum teve uma oportunidade real na Fórmula 1. Junqueira e Meira foram parar na Indy; Orsi, Moro e Negrão estão na Stock Car; enquanto Dirani, acreditem, voltou ao kart.


Infelizmente, isso mostra a falta de preparo com que os pilotos brasileiros chegam na Europa para tentar a sorte no automobilismo. Não desmerecendo as categorias que eles disputam hoje, mas todos sabem que o sonho de 11 em cada 10 pilotos que começam no kart é chegar à Fórmula 1.


É bem verdade que os pilotos de ponta sequer chegavam a disputar a F-3 daqui. Mas tinham outras opções, como a F-Opel pela qual passou Barrichello, ou a F-Chevrolet, que formou Felipe Massa. O problema atual é que a categoria passou a ser a única opção para quem quer disputar um campeonato de monopostos no país.


A diferença é contrastante com pilotos de outros países. A grande maioria dos 17 nomes já confirmados para a temporada de F1 passaram por algum campeonato de F3 em sua carreira, seja o Euroseries, o Alemão, o Italiano, o Espanhol... Mas antes passaram por outras categorias preparatórias, como a Renault World Series e a F-BMW.


A transição entre o kart e o monoposto é que devia ser melhor trabalhada. Por mais talentoso que o piloto seja, o baque de tirá-lo do kart para colocar em um carro com a potência de um F3 prejudica sua evolução.


O resultado deste despreparo pode ser visto nas pistas mundo afora. Na GP2 Asia Series, por exemplo, quatro pilotos brasileiros já disputaram pelo menos uma rodada dupla, das três já disputadas até agora. E nenhum deles conseguiu marcar sequer um ponto.


Destes, Carlos Iaconelli ganhou uma chance e disputará a recém-criada Fórmula 2 este ano. Os pilotos brasileiros, que quase sempre foram vistos como talentosos e campeões em potencial, têm sido preteridos pela nova categoria. Com quatro vagas restando para completar o grid, Iaconelli é o único que garantiu espaço. É pouco, muito pouco.


Podemos sofrer, nos próximos anos, com uma entressafra de pilotos brasileiros na Fórmula 1, com alguns poucos chegando até ela, dependendo de algum talento isolado que tenha tido sorte (e dinheiro) para preparar sua carreira toda na Europa. Uma pena.


Rápidas
O piloto Hélio Castroneves continua enrolado com a justiça americana. Após ver Will Power ocupando seu lugar na Penske, surgiu a notícia de que seus advogados estariam estudando um acordo com os promotores. De acordo com o jornalista Frederico Vasconcelos, da Folha, Helinho teria uma multa de US$ 7,5 milhões de dólares, confisco dos bens adquiridos desde 2002 e ainda passaria cinco anos preso.

Informações do jornal alemão Motorsport Total dão conta de que uma nova equipe estaria para entrar na Fórmula 1 em 2010. Seria a USF1, um time totalmente ianque, com pilotos dos Estados Unidos e baseada em Charlotte. Seria uma ótima opção para tentar levar a categoria de volta à América do Norte e para aumentar o número de carros no grid.

Enquanto isso a situação da Honda segue indefinida. Boatos apontam que a equipe alinhará dois carros em Melbourne, sob o comando de Ross Brawn e Nick Fry. Os pilotos ainda não estão definidos, mas rumores indicam que o fornecimento de motores ficaria a cargo da Mercedes, que colocaria Bruno Senna em um dos carros, graças ao apoio de Ron Dennis.

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